
A coluna do nosso inoxidável colaborador Pablo Cavalcanti. Dele sempre saem as informações mais belicosas e capciosas do mundo dos boleiros. Assim como a grama está para o estádio e o Dinei está para o tráfico.
22 / 02 / 2007
¡Hola! Que tal muchachos?
Bom, acabou o Carnaval e inicia-se o ano de 2007. Não que eu seja baiano, mas para mim o ano futebolístico também só começa depois que passam todos os trios elétricos. Afinal, campeonatos estaduais, seletivas para Libertadores e jogos de grandes contra pequenos na Copa do Brasil não fazem minha cabeça.
Vamos ao que interessa então: as estréias da dupla Gre-Nal na Libertadores.
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Dia 7 deste mês se enfrentaram, em Paris, França e Argentina. No Olímpico Mano Menezes comandou um treino tradicional, tomou um rápido banho, não deu entrevistas e correu para casa assistir ao jogo pela televisão.
A escalação da Argentina vinha no clássico 4-4-2, com defesa e meio-campo em linha. Entretanto, chamava a atenção os jogadores que ocupavam essas linhas. Na defesa tínhamos quatro zagueiros (claro que depois posicionados como laterais, mas sem apoiar): Burdisso, Ayala, Milito e Heinze. No meio tínhamos quatro volantes ao melhor estilo argentino (fortes na marcação mas com boa saída de jogo): Zanetti (que voltou a jogar como volante na Inter de Milão), Gago, Cambiasso e Lucho Gonzalez.
Mano Menezes observou todo o jogo atentamente. Notou que apesar de uma certa pressão que o time da casa tentava impôr, os visitantes mantiveram-se sempre firmes defensivamente e audaciosos ofensivamente.
No outro dia Mano chegou no Olímpico e observou seus jogadores correndo ao redor do campo. Ainda imaginando como entraria em campo na estréia da Libertadores, notou que poderia escalar um time muito semelhante àquele da Argentina. Improvisando Teco na lateral-esquerda, poderia formar uma linha de zagueiros: Patrício, Schiavi, William e Teco. No meio-campo nem seriam necessários improvisos: Tcheco, Lucas, Edmílson e Diego Souza.
Pois, meus amigos gremistas, foi assim que Mano Menezes foi a Assunção dia 15. Abriu Diego Souza como meia-esquerda, centralizou Lucas e Edmílson, abriu Tcheco na direita. Foi um primeiro tempo em que o Cerro não conseguiu ameaçar a meta de Saja.
Pouco antes do intervalo, porém, Mano se deu conta que não se fazia necessário tanta cautela. Afinal, o Cerro Porteño não demonstrava muita qualidade. Resolveu voltar ao velho esquema de 2006, 4-5-1. Posicionou Edmílson na cabeça-de-área, Lucas e Diego um pouco a frente, Tcheco e Carlos Eduardo próximo de Douglas.
Pois, foi assim, com um esquema de jogo mais habitual que o Grêmio melhorou na partida e chegou ao gol. Foi assim também que o Grêmio deu um pouco mais de espaços aos donos da casa, que só não chegaram ao empate graças ao excelente Saja.
Moral da história: Tcheco aberto na direita é um desperdício!
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E o Inter foi a Montevidéo dia 21. Me desculpem os colorados, mas já era prevista uma derrota.
O time não podia contar com peças fundamentais de ataque: Pato, Fernandão (que até entrou) e Christian. Mesmo não podendo jogar todos juntos, já que ainda existe o Iarley no plantel, é fundamental que dois deles pelo menos joguem. Se Pato for titular, Christian se transforma numa excelente opção para a segunda etapa. Fernandão tem que voltar a ser meia, afinal mesmo com o gol do título, Adriano Gabiru não demonstra qualidade para ser titular.
A outra justificativa para a derrota é a péssima zaga que foi titular. Ediglê é o típico zagueiro que só joga bem em casa, quando é pouco exigido. Aquela coisa de ficar correndo o jogo inteiro atrás de centroavante não faz parte do currículo do cearense. Já Rafael Santos só possui um item em seu currículo: fez uns gols pela Ponte Preta. Sempre foi inseguro e desatento, e voltou a demonstrar isso. É urgente a volta de Índio e a contratação de um zagueiro. Como tapa-buraco, eu colocaria o Edinho na zaga e Vargas como volante.
Moral da história: se esse time tivesse jogado mais, já teriam visto as mudanças necessárias!
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Só para enfatizar: só farei comentários sobre campeonatos estaduais quando estes chegarem as finais.
Voltarei em breve comentando a Champions League.
Hasta luego...
Pablo Cavalcanti
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